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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Planejamento em Mídias Sociais 3ª Parte!



Chegamos à 3ª e ultima parte dos meus post’s sobre o curso de planejamento em mídias sociais que fiz pela #Digitalks. Nesta ultima parte falarei um pouco sobre a ultima palestra dada no dia, pela Vivian Vianna que contou um pouco sobre o planejamento de estratégias.
Mais uma vez se falou bastante sobre o relacionamento que deve ser criado e conquistado aos poucos junto ao público, além do fato de criar assuntos informativos, que sejam úteis para aqueles que acessam o seu site. Através destes cuidados é possível gerar um bom relacionamento com o público a fim de obter também um destaque maior nas páginas de busca, uma vez que se consegue uma relevância maior no Google, por exemplo.
Uma forma de dispor o conteúdo da sua empresa de uma forma mais organizada e “humanizada” é através das redes sociais, já que ela consegue chegar até o consumidor levando informações pertinentes para ele (caso contrário, usar as redes sociais não passa de um gasto de energia). Outra defesa importante ao usar vários tipos de redes sociais, se deve ao fato de estar em mais lugares na web e com isso a sua marca tem mais chances de aparecer nas buscas sem pagar por isto. É muito importante também, saber os atributos e funcionalidades que cada rede social oferece, ao modo de usá-la corretamente e potencializar os seus serviços, um exemplo seria o uso do Formspring para o atendimento ao consumidor.
Chegamos novamente no assunto sobre o link building, que se trata da construção de link’s que retornam ao seu site, através de comentários feitos em sites cujo assunto é relacionado a sua empresa, por exemplo, ou linkando palavras-chaves utilizadas no seu blog/site a fim de aumentar o Page Rank de sua página, o preenchimento da guia de tags é outra ação importante para tornar maior a visibilidade de seu site. A nomeação das fotos utilizadas em seu post é outra coisa que ajuda a melhorar as buscas de seu site (não deixar a foto com o nome codificado, e sim colocando um título correto a ela).

Métricas:
Na internet, tudo é mensurável. E por conta disto, podemos conhecer melhor nosso público a fim de melhorar nosso conteúdo, serviço e/ou produto. Podemos descobrir por qual meio ele chega em nosso site, por quais assuntos ele se interessa e formas de melhorarmos nossas ações pela rede. Algumas formas de trabalhar com estas métricas é virar usuário do Google Analytics, que oferece ferramentas super interessantes e gratuitas que fazem a medição de tráfego de seu site. Outra ferramenta interessante é o redutor de URL bit.ly que oferece alguns dados importantes também de acesso, além de poder customizar seu link. Ambas as ferramentas que citei anteriormente são gratuitas e de confiança, mas infelizmente ficarei devendo algumas que podem ser usadas para a medição de tráfego via redes sociais (fui informado que é possível encontrar somente ferramentas pagas que fornecem dados confiáveis).

Bem pessoal, minha intenção com esta série de post’s era de informar de forma ampla sobre o conteúdo que pude ver na palestra, como vocês podem ter percebido eu já escrevo bastante e se fosse aprofundar mais ainda as matérias acabaria se tornando uma leitura pesada e cansativa (coloquei abaixo dos textos as apresentações que podem ser vistas no slideshare a fim de ajudar quem queira se aprofundar e ver os conteúdos com mais detalhes). Prometo fazer mais pra frente post’s aprofundando mais a técnica do SEO e de formas mais didáticas de empregar técnicas e idéias em seus próprios sites, blogs e afins.





domingo, 3 de outubro de 2010

Estratégias para Redes Sociais



Na segunda parte das palestras feitas pela #Digitalks, Luiz Augusto Barros ministrou uma palestra mais focada em estratégias para Redes Sociais. Luiz é diretor de operações da Media Factory, uma empresa que faz todo este serviço de mensuração de resultados. A palestra foi super bacana, o cara é uma figura e trouxe descontração e muita informação para os presentes.

Ele optou por trazer uma breve história da internet no mundo e aqui no Brasil, falando também de como as pessoas lidavam com a tecnologia em diferentes tempos. Ele citou também o tempo médio em que os brasileiros se mantém conectados na rede, mostrando que este longo período conectado pode vir a ser em função da qualidade insatisfatória da velocidade de banda dos brasileiros.


Ele dividiu a história da internet em 3 partes:

1.0- A Era dos Sites, Portais e Buscas por Diretórios (94~03)
> Método de search complicado

> Era Yahoo, em que era disponível diretórios que ajudavam os internautas a achar conteúdos catalogados (isto era manual mesmo, pessoas!) pelo buscador. O seu declínio veio em função do grande crescimento de novos sites e este diretório ficou defasado.

2.0- A Era do Search e da participação dos usuários (03~10)
> Os usuários ajudavam os sites de busca a fim de informar a relevância do conteúdo dos sites por meio do PageRank.

> Era Altavista, em que robôs (croller) passavam catalogando páginas automaticamente, e foi a explosão pela busca através de palavras chave (o grande Bum da Web 2.0). Seu declínio veio em função da venda de palavras chave com conteúdos pornográficos (fazendo uma busca por filhotes de cachorro, era encontrado algum site com conteúdo pornográfico, coisas do gênero).

> Era Google, "não importa o que você diz, o que importa é o que dizem sobre você" (backlink).

3.0- A Era das Redes Sociais e buscas por semântica (2010)

> Buscas mais inteligentes, por meio do contexto

> Aplicativos dentro de redes sociais, permitindo uma interação maior entre os usuários

> Redes sociais começando a serem vistas nos televisores.

Foi bem interessante quando ele comentou que as marcas levam agora o consumidor para um ambiente "neutro" como as redes sociais, uma vez que as pessoas comentam e que é possível ver o produto como ele realmente é, algo um pouco mais próximo do real, diferente do que vemos nos comerciais de televisão por exemplo. É super importante analisar o ambiente para que possamos desenvolver estratégias que tragam resultados satisfatórios para a nossa marca, no caso da internet, isto torna-se um estudo bem amplo, uma vez que é necessário saber onde o seu target navega, o que ele faz quando está conectado,o que ele procura na internet, dentre outros fatores. Desta forma é possível saber como divulgar a sua marca, para que ela atinja o publico alvo em questão.

O palestrante usou como exemplo também, o case do Second Life, como forma de alertar os profissionais para que não cometam o mesmo erro, uma vez que muitas empresas entraram neste "mundo virtual" apenas por ser uma mídia nova, não houve um objetivo traçado e por conta disto, fracassaram.
"..é moderno, temos que estar nisso" (isso me lembra algumas empresas que criam app para celulares ou que resolveram entrar no mundo dos tablets, se não houver um objetivo em mente, foi um "dinheiro pro lixo")

O Google:

Foi comentado em diversas palestras sobre a importância de estar ocupando as 10 posições na página inicial do Google, quando é digitado o nome de sua empresa, uma vez que muitas pessoas não passam da 1ª página do buscador, além de poder "administrar" o que falam sobre a sua empresa. A solução para ocupar esta primeira página, seria entrando em diversas redes sociais, além de publicar conteúdos relevantes periodicamente.

O Google começou a ganhar dinheiro através dos links patrocinados, por conta do CPC (custo por clicks). Por meio de um leilão por palavras chave entre os anunciantes, ele decide a favor da empresa que ofereça um retorno maior para ele (uma palavra chave vendida por 0,20 centavos pode ser muito mais interessante do que uma palavra que seja vendida por 0,80 centavos se o conteúdo do site da primeira for mais interessante do que o da segunda empresa). O Google quer realmente que os links patrocinados sejam clicados e por conta disto que ele se importa pelo quality score, que influencia diretamente no CPC (como no exemplo dado acima).


Muitos dos que trabalham já neste mercado online, ja se deparam com a sigla ROI, e ela se trata de um calculo de quanto que se é investido, e de quanto se obtém de retorno financeiro. Algumas formas que podem chegar a melhorar o ROI de sua empresa é:

> Organizando o conteúdo gerado pela sua empresa (deixar sempre as palavras mais importantes em negrito, para dar mais visibilidade para os trollers, focar o seu site em somente um assunto, desta forma você pode se tornar referência no assunto).

> Saber o que o seu público procura na internet.

> Saber como o seu target navega pelo seu site e como ele chegou lá.

> Fazer links patrocinados.

> Atualizar o conteúdo de seu site periodicamente (trollers do Google passam em função da frequência em que se é gerado novos conteúdos, é possível descobrir a ultima vez que um troller passou pelo seu site quando clicado "em cache" na pesquisa do Google).

> Backlink (ser considerado relevante por outros sites que ja são considerados relevantes). Trabalhar com as redes sociais pode potencializar este processo, além de comentar e manter um relacionamento com outros canais.

As Redes Sociais:

Interagir com o seu consumidor é algo necessário, a fim de criar um relacionamento com ele, desta forma é possível humanizar mais ainda a sua marca, além de você poder aprender cada vez mais com o seu target. É necessário reforçar mais uma vez, na importância de pertencer a 1ª página do Google, e para mater isto, é necessário a frequência na publicação de novos conteúdos.

Um case interessante que o palestrante nos trouxe, foi o da cantora Mallu Magalhães, que estourou pela web, graças a um viral feito junto com o Myspace, que sugeria a amizade com cantora.

Algumas Redes Sociais para trabalharmos:





> Wikipedia (ótimo para ajudar a sua empresa a ocupar a página inicial do Google)


Um profissional do ramo deve saber as particularidades de cada rede social, para que possa explorar a mesma, além de poder "linkar" seu conteúdo. Algo bem bacana (que comecei inclusive a utilizar para divulgar meu blog nas redes sociais) foi o redutor de links personalizado, através dele é possível até fazer a mensuração de clicks além de diversos dados interessantes. Neste mercado, é necessário fazer uso das métricas, para poder melhorar e expandir os seus negócios, por conta disto é interessante montar uma planilha semanal com a estratégia e resultados alcançados com os dados fornecidos pelo Google Analytics.


sábado, 25 de setembro de 2010

Planejamento em Mídias Sociais- Digitalks







No dia 18 de setembro, como havia dito em meu ultimo post, houve um curso cujo tema era sobre planejamento em mídias sociais, promovido pela #digitalks. Foi um evento pago em um hotel aqui em São Paulo mesmo. Preciso enfatizar que o atendimento deles foi super bacana (houve um probleminha com a entrega de meu certificado no término do evento, e segunda de manhã eles ja me enviaram por e-mail, não havendo a necessidade de reclamação), foi um evento muito bem planejado e de que eu gostei muito. Vou falar brevemente sobre as palestras e disponibilizar alguns vídeos e de slides fornecidos pelo evento, dividirei todo conteúdo por 3 posts (foram 8 horas de curso galera). Vale lembrar que sempre que vejo algum evento como este, costumo divulgar em meu twitter, ou até mesmo aqui no blog, caso eu tenha tempo, então se você gosta de conversar/estudar sobre marketing digital, me siga no twitter.

A primeira palestra do dia, foi dada pela Gil Castillo, em que se falou um pouco da nova forma que o consumidor se porta perante as marcas e aos recursos tecnológicos que possuímos em mãos. Nessa parte ela citou alguns pensamentos como o de Albert Eistein "Três grandes bombas foram deflagradas no séc. XX: a atômica, a demográfica e a Bomba da Informação", e indicou o livro "Cibercultura" por Pierre Lévy (confeço que ja ouvi falar várias vezes, mas só agora vou atraz deste livro). Gil também comentou sobre a economia de nicho (ela ilustrou esta expressão em função do termo "a cauda longa" em que é possível ver um número de consumo através de nichos).
Se falou bastante também sobre as análises em que alguma marca precisa fazer para entrar nas redes sociais, buscando sempre saber onde que seu target habita, além de saber o que estão falando sobre seu produto e/ou serviço, assim como tomar medidas para deixar a marca com uma visibilidade satisfatória na internet, com a criação de um relacionamento da marca com seus consumidores, afim de que seja criado conteúdo informativo pela marca, por exemplo. Logo abaixo, segue um vídeo produzido pela Agência Click, que mostra um pouco da importância de estar presente nas redes sociais.



Um case interessante que a palestrante nos trouxe para ilustrar este novo poder que os consumidores tem em mãos, foi o do Subway. Este case é bem bacana, porque mostra que por conta da iniciativa de uma pessoa, foi espalhado um e-mail informando como deveria ser colocado o queijo nos lanches da casa. Houve uma pressão dos consumidores, o que gerou uma mudança do posicionamento da empresa, que resolveu incorporar esta medida, distribuindo em todas as lojas, a forma correta de se colocar o queijo nos lanches.

A palestrante nos mostrou outro case interessante, que foi sobre o caso Tecnisa, em que as pessoas gostavam dos imóveis da empresa, mas não lembravam da marca, e para converter isto, eles resolveram mudar o posicionamento da empresa, entrando de cabeça nas redes sociais. Eles entraram em diversas redes sociais, possibilitando um vinculo maior com os clientes. Uma informação bem bacana aqui, é de saber que a Tecnisa foi a 1ª a vender um imóvel pelo twitter (na verdade, a negociação começou a ser feita pelo twitter).




Gil terminou a primeira parte das palestras com um dos cases mais famosos da política americana, que foi o caso Obama. Uma campanha política que mexeu com o sentimento dos eleitores, além do uso constante por meio de redes sociais, para a criação de um relacionamento com o seu eleitorado. Foi feito um life streaming do candidato, além da criação de uma rede social do partido. Logo após a eleição do novo presidente, manteve-se a rede social, com a mudança do endereço da página, através desta rede social, os eleitores poderiam "ajudar" o novo presidente a governar, e o primeiro uso desta após a eleição foi com o compartilhamento de histórias de cada pessoa, para que fossem compiladas e entregues no senado a fim de solucionar a questão da saúde pública no país (através do envio destes relatos, foi feito uma análise quantitativa através do zip code, para que fosse visto os problemas que cada região continha). Além destes casos, foi criado comerciais colaborativos em que o eleitor participava do comercial com o envio de fotos ou vídeos, além da participaçlão inesperada de empresas, como foi o caso de uma empresa de animação gráfica que estava no começo, e fez uma animação do candidato Obama, MUITO BACANA por sinal, segue abaixo para vocês verem!



Outra participação foi incluida na campanha política como foi o caso da Obama Girl (que era um quadro de um programa humorístico dos EUA em que cada candidato a presidência tinha sua admiradora feminina. Esta ação até foi "copiada" recentemente aqui no Brasil, quando se lançou o Dilma Boy, que foi descoberto pelo partido político e hoje participa até de comícios, segue abaixo ambos os vídeos:

Obama Girl


Dilma Boy


Outro case bem bacana que pude ver, foi sobre a cobertura das eleições no Iran, sendo que vários jornalistas tiveram de sair do país, e o twitter serviu para transmitir informações que ocorriam no país através de Hashtags #IranElection . Após ver a solução que as pessoas haviam tomado para "globalizar" as informações, o governo decidiu ir atrás das pessoas que estavam passando fotos, vídeos, etc pelo twitter e rastreavam elas através da localidade informada no twitter, e foi por conta disto que pessoas ao redor do mundo inteiro mudaram a localidade para o Iran, afim de confundir o governo local.



Essa palestra foi super bacana, pois pude conferir de perto o que havia sido feito no tão chamado caso Obama (sabia das coisas que foram feitas, mas não com tanta profundidade como foi mostrado), além de mostrar de fato esse sentimento que as pessoas tem agora com a tecnologia, e que fora potencializada pela Web 3.0 (Redes Sociais). Mostra que as pessoas estão se manifestando emocionalmente agora por meio de "máquinas" em que tudo é mensurável, e que podemos utilizar isto para solucionar muitos problemas, como gerar outros, por conta disto é necessário uma conversa contínua sobre o tema, para que nós publicitários, assim como outras profissões, possam colaborar com a evolução da raça humana.

Um pensamento bacana que guardei desta palestra foi: "quando algumas pessoas falam que a internet é uma mídia barata, pode ser um engano, já que é necessário pessoas qualificadas para alimentar estas novas mídias"